Durante as atividades do IV eixo construí um novo conceito de tempo e espaço, onde percebi que não há como separar os mesmos, pois eles estão interligados e foi visto claramente, já que todas as interdisciplinas trabalharam “juntas” nos mostrando a importância do educando compreender o meio em que está inserido.
Antes dos estudos deste semestre, trabalhar tempo e espaço para mim limitava-se à compreensão dos mesmos em atividades corporais, vivenciando noções de tempo, como ontem e hoje, antes e depois; e de espaço como em cima e embaixo.
Confesso que no início do semestre ficava me perguntando:
Como desenvolver atividades para as crianças trabalhando essas noções?
É possível trabalhar noções de tempo e espaço em uma mesma atividade?
Hoje, após os estudos realizados, sei que as noções de tempo e espaço estão presentes em todas as áreas do conhecimento, e que devemos trabalhar tais conceitos partindo de fatos marcantes da vida dos alunos e suas experiências, sempre respeitando as fases de desenvolvimento em que a criança se encontra, tais como:
As noções de espaço se dividem em quatro fases:
Espaço Perceptivo – As crianças começam a desenvolver noções como longe, perto, esquerda, direita, em cima, em baixo...
Espaço Representativo - É a fase em que a criança desenvolve a função simbólica, sendo capaz de substituir uma ação por um símbolo, surgimento da linguagem.
Espaço intuitivo: É quando a criança é capaz de compor uma ordem, seja de fatos ou de objetos, no entanto, não consegue construí-la na ordem inversa.
Espaço operatório: É quando ela consegue construir uma ordem de fatos ou objetos e também modificar facilmente esta ordem.
As noções de tempo dividem-se em três fases:
Estágio sensório motor: A criança começa a utilizar e identificar o antes e o depois, mas não identifica o processo de continuidade do tempo.
Estágio intuitivo: A criança ainda não consegue identificar a ordem sucessiva dos fatos, nem coordenar a duração dos mesmos, agindo por tentativas de ensaio e erro.
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