domingo, 16 de dezembro de 2007

HISTÓRIAS DA MÚSICA POPULAR BRASILEIRA PARA CRIANÇAS


Trabalhar música aos primeiros anos de aprendizagem é propício para que a criança comece a entender o que é a linguagem musical, aprenda a ouvir sons e a reconhecer diferenças entre eles. “Todo o trabalho a ser desenvolvido na educação infantil e séries iniciais, deve buscar a brincadeira musical, aproveitando que existe uma identificação natural da criança com a música. A atividade deve estar muito ligada à descoberta e à criatividade.”
Uma das questões fundamentais a ser abordada com as crianças é o que vem a ser essa “coisa” chamada música. “A música é a linguagem que organiza som e silêncio”.
A música exerce poder de socialização como, o ensino é um objeto transformador na educação de um sujeito. Sendo assim, os motivos e objetivos da educação como um todo serão os mesmos para justificar a música na escola. Por envolver em uma única atividade, o jogo da afetividade e da cognição, a Música caracteriza-se como elemento imprescindível para o desenvolvimento integral humano, ampliando seu crescimento intelectual e social.

Objetivos:
Oferecer ao aluno subsídios para que passem a identificar, de forma crítica e reflexiva, as possibilidades de interagir com a música;
Oportunizar o resgate da musica popular brasileira, da existência das diversidades culturais e artísticas, do lazer e do aprender novas formas de desenvolver a criatividade, de maneira construtiva através de atividades dirigidas;
Criar espaço direcionado a música, com diversos recursos, capazes de favorecer a construção de um maior envolvimento no contexto da musica popular brasileira.
Estimular o desenvolvimento das habilidades motoras nas crianças e adolescentes, através do acompanhamento dos ritmos musicais.
Conhecer a história do músico compositor de Boas Festas realizando a leitura com álbum seriado.
Interpretar a música trabalhando com seu ritmo e melodia de forma lúdica.

Desenvolvimento:

Faremos à leitura da história de Assis Valente através do álbum seriado e logo a discussão em grande grupo sobre o que entenderam.
-Sou baiano, natural do
Campo da Pólvora, Salvador.
Talvez por ter nascido na Pólvora eu seja
assim, de ‘pele queimada... ’
Na verdade não se sabe bem ao certo onde nasceu o menino de Assis Valente. O que se sabe é que ele cresceu longe da sua verdade família. E nos conta que sua vida com os pais adotivos não foi nada fácil.
-Eu trabalhava como um condenado durante a semana e,aos sábados, ia fazer a feira com a minha ‘patroa’.Ela colocava um enorme cesto vazio em minha cabeça e enchia com tudo que comprava,até eu ficar esmagado embaixo.Quando eu estava quase achatado,ela mandava despejar em casa e voltar para encher de novo.
Seus pais adotivos foram para o Rio de Janeiro de deixaram Assis na Bahia. Para sobreviver, com apenas dez anos, Assis deu um duro danado como lavador de frascos num hospital. Trabalhou numa farmácia, foi promovido. Um dia, resolveu declamar versos em uma quermesse... O pessoal não gostou dos versos e ele perdeu seu emprego. Que pena Assis...
Pena coisissíma nenhuma. Não demorou muito e ele já estava contratado como orador e comediante, por um circo que passava pela cidade. E tudo porque foi ao picadeiro e novamente versejou.
-Essa gente que é de circo
É tal e qual passarinho
Que arma e desarma o ninho
Sem ter onde construir.
Que beleza! Depois de passar um ano viajando com o circo, voltou a estudar: prótese dentaria.
O que é isso?Protético é profissional que faz dentaduras e outros acessórios para substituir os dentes. E dizem as boas línguas que as dentaduras feitas pelo Assis só faltavam falar...
Da-lhe Assis!
Assis foi para o Rio de Janeiro. E ia levando sua vidinha, de dia, as dentaduras, a noite, gostava de desenhar.
Foi quando conheceu Heitor dos Prazeres, um compositor e também pintor que percebeu a maior de todas as habilidades de Assis: a musica.
Incentivado pelo novo amigo, Assis passou a compor mais. Seus sambas e marchas logo eram procurados pelos cantores de sucesso. TEM FRANCESA NO MORRO foi a primeira canção de sua autoria a ser gravada.
VESTIU UMA CAMISA LISTRADA E SAIU POR AI...
Carmem Miranda tornou-se a principal interprete das musicas de Assis.
Por meio da voz da Pequena Notável, o mundo pode conhecer uma boa parte da sua obra.
Com tanto sucesso, acabou deixando para trás dentaduras e desenhos.
Escolheu o samba. Mas, veja você, neste nosso país tão musical, é difícil demais garantir o próprio sustento como compositor. E o moreno alegre, sambista abençoado, o Assis, valente e guerreiro, às vezes ficava com o peito apertado...
De fato, é difícil batucar na mesa com a barriga vazia.
O DINHEIRO
QUE GANHO
NÃO DÁ PRA
FICAR
NO MEIO DA
RUA PRA CA
E PRA LÁ,PRA
LÁ E PRA CÁ...
O que Assis desejava de verdade era um presente. Escreveu, então, uma carta para o Papai Noel, uma canção de Natal. Um pedido que até hoje ecoa em nossas casas nas festas de dezembro.
O que ele pedia?Aquilo que todos nós queremos: ser feliz.

Conversar com os alunos sobre as sensações de alegria ou tristeza, tensão ou relaxamento produzido pelo material, apresentado sobre o compositor.
A partir deste, os alunos serão estimulados a conhecer as diferentes versões, da obra musical, “Boas Festas”, de Valente, interpretada por Roberto Gnatalli, e também por Simone, papa isso trabalharemos com a letra da música, a melodia e o ritmo.

Anoiteceu, o sino gemeu
E a gente ficou feliz a rezar
Papai Noel vê se você tem
A felicidade pra você me dar

Eu pensei que todo mundo fosse filho de Papai Noel
Bem assim, felicidade
Eu pensei que fosse uma
Brincadeira de papel

Já faz tempo que eu pedi
Mas o meu Papai Noel não vem
Com certeza já morreu
Ou então felicidade
É brinquedo que não tem


Faremos à leitura da letra da música.
Ouviremos e cantaremos com o auxílio do CD.

A seguir o link da música Boas Festas de Assis Valente, na voz de Simone.

Os alunos preencherão três latas iguais, uma com pedras, outra com feijão e outra com arroz. Pedir a eles para identificarem qual som é mais grave, qual é o mais agudo e qual fica na faixa média. Apesar das latas terem a mesma forma e tamanho, emite sons diferentes.
Para trabalhar noções de tempo e espaço, as crianças serão dividas em dois grupos onde cantarão a música “Boas Festas” no ritmo da Simone, enquanto caminham numa linha desenhada no chão. O objetivo é fazer com que a música “caiba” no tempo em que ela caminha pela linha. Trabalhando o equilíbrio, a percepção auditiva e o ritmo.
Num segundo momento, enquanto a música está tocando, a criança deve caminhar ou dançar. Quando a melodia pára, elas também devem parar imediatamente. Trabalhando assim, som e silêncio.
Em pequenos grupos os alunos criarão um arranjo (livre) utilizando as latas usadas no exercício anterior, onde interpretarão a música Boas Festas em diferentes ritmos e melodias.
Para finalizar a aula os alunos serão levados ao LABIN onde irão elaborar suas interpretações sobre os conteúdos estudados em aula, através de um desenho feito no paint.


Conclusão:

Após a realização desta aula podemos concluir que desenvolvendo a educação musical na escola e suas possibilidades oferecemos subsídios para proporcionar a criatividade e a socialização das crianças e adolescentes integrantes das referidas turmas.
A música de Assis Valente contemplou a época do ano em que nos encontramos, Véspera de Natal, onde o espírito Natalino contribuiu para que as crianças se integrassem com o contexto musical trabalhado. Fazendo-nos perceber que as mesmas foram sensibilizadas pelo clima de Paz e Harmonia que o Natal sugere.
Estes são registros de trabalhos elaborados por alunos no paint, escolhidos através de sorteios.



PROJETO:


“Alfabetização Visual”



Tema: “Envolvendo-se com as Artes Visuais”

“Não há educação mais revolucionária do
Que aquela que ensina a considerar o
Mundo não como uma realidade já feita,
Inexorável, mas como uma obra a ser criada”.

Garaudy


Justificativa:

Nós estudantes do PEAD, envolvidos pela 6ª Bienal do Mercosul e seu contexto, desejamos passar a magia das artes visuais aos nossos alunos.
Tendo em vista que no município de Três Cachoeiras, a arte é inacessível, sentimos necessidade de possibilitar condições à cultura, através do referido projeto.
Como nossas escolas seguem parâmetros curriculares, muitas vezes nos sentimos empobrecidos diante das riquezas culturais que acabam sendo negados aos nossos alunos.
A arte contemporânea é caracterizada por apresentar uma ampla disposição para experimentação, levando os artistas a realizarem uma verdadeira fusão de linguagem , materiais e tecnologia. Estes recursos possibilitam às crianças e adolescentes a efetivação do direito a igualdade de condições e de ter um espaço de lazer e cultura.


Objetivo Geral:

Explorar a arte e suas possibilidades a fim de proporcionar a aprendizagem, a criatividade e a socialização das crianças e adolescentes integrantes das referidas turmas, visando direito do lazer e da cultura através de ações que os envolva na Arte.



Objetivos Específicos:


Oferecer ao aluno subsídios para que passem a identificar, de forma crítica e reflexiva, as possibilidades de interagir com a arte;
Oportunizar o resgate da existência das diversidades culturais e artísticas, do lazer e do aprender novas formas de desenvolver a criatividade, de maneira construtiva através de atividades dirigidas;
Criar espaço direcionado à arte, com diversos recursos, capazes de favorecer a construção de um maior envolvimento no contexto das artes visuais.


Desenvolvimento:

A atividade iniciar-se-á através da apresentação do livro “O Quadro da Andréa”, escrito pela autora Christina Dias, em Power Point.
Após exploração e reflexão sobre as descobertas encontradas no livro, será apresentado às crianças o quadro que existe na obra (o quadro que a Andréa ganhou), também no Power Point.

Segue o endereço eletrônico da história, que usamos para introduzir os estudos relacionados à Arte.
Obra: O quadro de Andréa

http://br.youtube.com/watch?v=7BpeFgcs-cM



A partir deste, os alunos serão estimulados a fazerem uma leitura visual da obra, expressando seus sentimentos, impressões e ousando explicar o que o artista quis transmitir com a obra.
Num segundo momento, em grupos, os alunos, tendo como subsidio a leitura visual feita anteriormente, irão construir o quadro da Andréa segundo suas interpretações.
Para a realização desta atividade, receberão um pedaço de MDF , massa corrida e espátula plástica.
Deverão cobrir o MDF com a massa, com uma altura de aproximadamente, um centímetro. Em seguida, com um palito de churrasco desenharão o que eles viram no quadro apresentado em Power Point.
Após secar a massa corrida, pintarão a obra de maneira criativa utilizando tinta de tecido, glitter, lantejoulas, enfim, o que desejarem.
Apenas uma restrição será feita: as meninas não poderão ser desenhadas.
Estas serão confeccionadas em tecido e lã. Nas costas das meninas (bonecas), bem como no quadro serão colados três pedacinhos de velcro, para que as meninas possam se prender e desprender quando “quiserem”.
No entanto, é importante salientar que não será realizada uma simples cópia da obra, mas sim uma criação, tendo como inspiração a obra apresentada.
Também será confeccionada uma apostila para cada grupo. Esta servirá de registro através de linguagens apresentadas por textos e desenhos produzidas pelos alunos no decorrer das atividades.
Num segundo momento, em círculo, os grupos serão levados a apresentar a obra construída para os demais colegas, explicando o que quiserem demonstrar com a criação.
O quadro confeccionado pelos alunos será levado para casa, a cada dia por um componente do grupo.
Este deverá fazer um registro escrito na apostila sobre a visita do quadro e após ilustrar, através dos recursos que desejar a sua narrativa.
No dia seguinte, em círculo, contarão como foi a experiência.

Dando continuidade, faremos uma visita ao Labin da escola, com intuito de realizarmos com o grande grupo, uma pesquisa em relação a 6ª Bienal. Direcionaremos a pesquisa ao artista Jorge Macchi uma das figuras cruciais do evento.
Este material lhes será recolhido e apresentado em Power Point. Com ele será feita uma reflexão-debate, e posteriormente será montado, coletivamente, um painel sobre a vida e as obras de Jorge Macchi. Este painel será construído com o auxílio de uma tela de arame galvanizado.
Num primeiro momento, a visita conduzirá a leitura da obra “Buenos Aires Tour” de Jorge Macchi apresentada na Bienal.
Esta será apresentada no retro-projetor, onde explicaremos algumas particularidades da obra.
Conduziremos à leitura da obra criando mecanismos e oportunidades para que eles percebam, compreendam e interpretem-na, observando cores, texturas, volumes, formas e linhas que constituem uma imagem, percebendo objetivamente os elementos presentes nela, bem como sua temática e estrutura.
Ou seja, proporcionaremos meios para diversas interpretações, olhares e observações, respeitando as diversidades de pensamento.
- O que foi pintado pelo pintor?- De que falam estas obras?- O que podemos estudar e aprender de um quadro?
- Quais títulos que podemos dar a esta obra? Por quê?

Com estas respostas será construído um texto que será exposto no mural, confeccionado anteriormente.
Estimularemos os alunos a reproduzirem a obra de Jorge Macchi de uma maneira divertida.
Utilizaremos um mapa de Três Cachoeiras e um pedaço de papel pardo nas mesmas dimensões do mapa.
Este papel será amassado em forma de uma bola.
Os alunos se sentarão num círculo, e ao som de uma música, a bola passará de mão em mão. Quando parar a música, o aluno que ficou de posse da bola, rasgará um pedaço do papel e o guardará consigo.
Após algumas rodadas, os pedaços serão montados sobre o mapa. Com base nos pedaços rasgados, serão transferidos riscos para o mapa.
Com base nas demarcações feitas neste mapa, percorreremos em pequenos grupos, às ruas da cidade. A atividade será realizada em turno inverso ao da escola, e com acompanhamento integral do professor responsável.
Serão utilizadas máquinas fotográficas, onde os alunos registrarão detalhes e fatos que considerarem interessantes, referentes ao contexto social em que estão inseridos.
Em sala de aula, pesquisarão notícias de jornais e revistas de diferentes lugares e realidades.
Estas fotos serão impressas e juntamente com os recortes, serão analisadas em forma de fórum, na sala de aula.
Serão comparadas as observações feitas pelos alunos, às fotos e às notícias.
As observações serão registradas em um arquivo.
Com auxilio destes registros, serão construídos pelos alunos as obras intitulada “Banquete das diversidades Socias”.
Utilizando-se de bandejas descartáveis, os alunos colarão as reportagens que encontraram durante a pesquisa. Estas reportagens podem ser textos ou imagens. Estas bandejas serão envolvidas em papel filme, como encontramos nos produtos industrializados.
Logo após, com as imagens produzidas através das fotos, confeccionaremos o “Móbile da Transformação Social”. Consiste em caixas de papelão encapadas, e fotos afixadas em todos os lados. Estas caixas ficarão suspensas por um barbante no teto do saguão da escola. Representarão as diversidades existentes em nosso contexto social.
Com base nestas duas obras realizadas, os alunos farão uma síntese sobre os conhecimentos que construíram durante o decorrer do projeto, suas conquistas, desejos, alegrias e o que significou para cada um, conhecer melhor as artes visuais.
Após os alunos terem as idéias formadas, faremos uma espécie de entrevista com alguns deles, ou com todos se for possível. Na seqüência, produziremos um vídeo com as entrevistas, onde apresentaremos ao público no dia da exposição, através do data schow.
Dando continuidade ao nosso projeto, motivaremos os alunos na elaboração e produção de um folder.
Para essa construção disponibilizaremos fotos impressas referentes às obras de arte criadas pelos alunos-produtores.
Com recursos multimídia, em grupos, eles criarão, desenvolverão e confeccionarão o folder com a supervisão da professora responsável pela turma.
Neste folder poderá ser colocado trecho das reflexões feitas por eles na síntese anterior, bem como incentivos à apreciação das artes visuais aos visitantes da exposição.
Os alunos contribuirão na organização da exposição, sendo muito importante a colaboração deles em todo o processo, inclusive no dia da realização da mesma.

Avaliação:

A avaliação sendo um processo abrangente que torna flexível o processo ensino-aprendizagem e possibilita o redirecionamento da prática docente, está a serviço da construção de uma sociedade solidária que liberte cada ser humano para a realização de seus potenciais e, ao mesmo tempo, leva em conta o vínculo entre as pessoas e a interação da comunidade humana no ambiente natural.
Sendo assim, dois instrumentos avaliativos se tornarão imprescindíveis no decorrer deste projeto: a observação e o registro.
Tanto a observação, quanto o registro são pontos fundamentais no processo ensino-aprendizagem, pois quando inseridos no trabalho docente eles passam a estar presente no dia-a-dia dos alunos que se torna bastante valioso. Desta forma, a avaliação se torna contínua, sendo capaz de verificar com mais precisão os vários momentos do desenvolvimento do educando.
As atitudes reflexivas, pesquisas, experimentações, trabalho criativo, coleta de dados, participações em grupo... são momentos onde poderemos perceber o estabelecimento de relações, a interpretação de dados e idéias, a capacidade de produzir explicações e conclusões próprias.
Ou seja, avaliaremos o processo, não apenas o produto final.





Obra escolhida “Buenos Aires Tour” de Jorge Macchi.

sábado, 1 de dezembro de 2007

TEATRO

Todas as pessoas são capazes de atuar no palco.
Todas as pessoas são capazes de improvisar...
Basta o indivíduo se permitir.

Viola Spolin

INVENTÁRIO CRIATIVO

Após a nossa primeira aula de teatro ocorrida no mês de outubro no Pólo de três Cachoeiras, na qual tivemos oportunidade de participar de técnicas de improvisação com o uso do corpo, pesquisei e planejei algumas atividades para realizar com meus alunos do maternal.
Meus alunos têm de 4 a 6 anos, por esse motivo as atividades escolhidas são de improvisação lúdica em grupo. Como essa vai ser a primeira, de várias aulas que vou trabalhar teatro, optei por uma aula do tipo da que tivemos no pólo, sem apresentações para as crianças irem se acostumando com a idéia e tenham tempo de construir a relação público x platéia.


OBJETIVOS
  • Desenvolver a imaginação, criatividade, espontaneidade e expressão corporal, através das atividades propostas.

  • Promover a convivência, auto-estima, valorizando a realização do grupo.

DESENVOLVIMENTO

Em primeiro lugar vamos organizar a sala de maneira que o centro da mesma fique livre para a realização das atividades.

ATIVIDADE 1: ABRAÇOS

Realização: Peço para que todas as crianças fiquem andando livremente pelo espaço que temos para realização da atividade, sem estar em círculo ou fila.
Após alguns minutos vou dizendo “abraço de” (o número de pessoas, por exemplo 3). Quando eu disser isto, as crianças vão se abraçar em grupos de 3. Em seguida eu digo continuem andando. Logo após eu falo outra vez: “abraço de”. E assim por diante. De cada vez eu mudo o número, (“abraço de 3”, “abraço de 2”).
Ao final é o “abraço de 1” (a criança da um abraço em si mesma) e depois falando “abraço a todos”, quando todo grupo se abraça em um grande abraço.

Descrição: Na realização desta atividade, tiveram alguns alunos que ficaram um pouco tímidos no começo, ficavam só andando em volta de quem eles queriam abraçar (o colega com quem têm mais afinidade), mas durante atividade mesmo fui conversando e consegui que eles se entrosassem de verdade na técnica. No final da atividade todos queriam realizá-la novamente.

ATIVIDADE 2 : DESENHO DO CORPO

Realização: Cada aluno irá receber uma ficha com o seu nome e de cores diferente, um cartaz em branco e giz de cera.
Todos deverão colar a sua ficha com o nome em seu respectivo cartaz.
Logo após se dividirão em duplas para desenhar o contorno do corpo, um deita em cima do cartaz e o outro faz o contorno e vice e versa.
Os alunos sentarão em círculo e enquanto a música toca o aluno começa preencher o desenho (fazer o nariz, boca, olhos, desenhar as roupas e etc.), quando a música para o desenho passa para o colega que esta a sua direita, recebendo assim o desenho do colega da sua esquerda.
E assim segue a atividade, cada vez que a música para trocamos os desenhos.
Quando terminar a música cada criança pega o seu desenho e observa o resultado: Se ficou parecido com ela ou não; Se ficou organizado; Se combinou o tamanho dos olhos com a boca, ou o tamanho do nariz e etc.
Após as observações e comentários sobre os desenhos os mesmos serão expostos em sala de aula.

Descrição: Ao realizar esta atividade ocorreu tudo bem até o término da música, os alunos ficaram eufóricos para ver os resultados dos desenhos, tive que acalma-los antes de começar o relato de suas observações.

ATIVIDADE 3: DANÇA ENGRAÇADA

Realização: Coloco uma música alegre, porém calma. As crianças deverão ficar em pé sem uma ordem exata. (fila ou círculo por exemplo).
Eu vou dando os “comandos” para que as crianças possam dançar com as partes do corpo, uma de cada vez. Agora vamos dançar coma a mão direita, com a mão esquerda, com as duas mãos, a cabeça, o pé, etc.
Ao final dançar normalmente.

Descrição: E na realização da última atividade foi muito engraçado mesmo, pois, alguns alunos não conseguiam mexer apenas a parte do corpo que estava pedindo e os colegas ficavam dando dicas de como fazer. Surpreendi-me com o entrosamento da turma no final da aula, já que na primeira atividade muitos não queriam abraçar os colegas e na última estavam dando dicas aos mesmos.

Como já falei anteriormente, essa é apenas a primeira aula de teatro dentre tantas outras que pretendo realizar com meus alunos.
Minha turma é um Maternal, por esse motivo nem falei que a aula do dia era de teatro, pois, logo iriam querer fazer encenações; e como teatro não é somente dramatizar um texto, é também soltar a imaginação e a criatividade deixei assim, como se nossa aula fosse uma aula de “brincadeiras”. Somente no final, conversei com as crianças e expliquei que tivemos uma aula de teatro, que teatro não é só dramatizar... Enfim... Elas adoraram.

Ninguém conhece o resultado de um jogo até que se jogue...Realmente eu não imaginava que seria tão satisfatória a aula de teatro, foi maravilhosa não só para mim, como para os alunos também, pois, soltando a criatividade e imaginações terão mais facilidade de expressão no futuro.

Tanto a “pessoa média” quanto a “talentosa”
podem ser ensinadas a atuar no palco.
Todas as pessoas são capazes de improvisar...
basta se permitir!
Pensamos nisso...

Poesias


Em cada coisa, um encanto...


Berenice Gehlen Adams


O mundo é cheio de coisas.
É coisa que não acaba mais, ou será que acaba?
Tem de tudo um pouco...
Tem coisas que estão dentro:
Peixe dentro da água,
Tartaruga dentro do casco,
Semente dentro da fruta...
Tem coisas que estão fora:
Coelho fora da toca,
Menino fora da casa,
Chuva fora da nuvem...
Tem coisas que estão em cima:
Vaso em cima da mesa,
Telhado em cima da casa,
Boneca em cima da cama...
Tem coisas que estão embaixo:
Chinelo embaixo da cama,
Tapete embaixo da mesa,
Minhoca embaixo da terra...
Tem coisas que são grandes:
O edifício, o parque, a cidade,
O elefante, o hipopótamo, a montanha...
Tem coisas que são pequenas:
O fósforo, a borracha, o prego.
A formiga, a agulha, o grão de areia...
Tem coisas que são novas,
Tem coisas que são velhas...
Tem coisas que são secas,
Tem coisas que são molhadas...
O mundo é cheio de coisas,
De coisas diferentes,
E dentro de cada coisa
Existe um segredo,
Existe um encanto,
Que a gente vai descobrindo
Brincando, cantando e estudando...


Comentário:
Acredito que a poesia de Berenice Gehlen Adams poderia ser trabalhada de diferentes formas, abrangendo diferentes assuntos,principalmente por ser gostosa de ser lida. Explora dimensões que tratam de sentimentos e vivências do cotidiano da criança, utilizando-se de uma linguagem simples.



O sol

João de Deus Souto Filho


Tenho um Sol só meu

Feito de sonho e magia,

De cor amarela

E jeito engraçado :

- Quando é dia Ele sorri e me espia.

- Quando é noite Ele dorme e se esfria.


Comentários:
O poema de João de Deus Souto Filho explora certa ludicidade e também trata de instigar a imaginação de criança, estabelecendo uma ligação com a natureza e com o criador.



Leilão de Jardim


Cecília Meireles

Quem me compra um jardim com flores?

borboletas de muitas cores,

lavadeiras e passarinhos,

ovos verdes e azuis nos ninhos?

Quem me compra este caracol?

Quem me compra um raio de sol?

Um lagarto entre o muro e a hera,

uma estátua da Primavera?

Quem me compra este formigueiro?

E este sapo, que é jardineiro?

E a cigarra e a sua canção?

E o grilinho dentro do chão?

(Este é meu leilão!)


Comentários:
O poema de Cecília Meireles é muito gostoso de trabalhar com as crianças, pois, destaca a presença de rima, o que as agrada muito. Explora certa ludicidade utilizando-se de uma linguagem simples.Com essa poesia poderíamos trabalhar de diferentes formas, diferentes assuntos, tais como: Estações do ano, Insetos, Cores , Natureza entre outros.

As Meninas


A criança centralizada na obra foi a primeira personagem escolhida. Nota-se que ela é o centro das atenções, mimada excessivamente. Com vestimentas iguais as das adultas da época, vestidos longos e cintura justa, mas ao mesmo tempo com expressão frágil e delicada. Seus cabelos longos e loiros enfeitados com flores demonstram ainda mais sua delicadeza e vaidade.

O segundo personagem que me chamou a atenção foi o pintor por sua aparência. Cabelos compridos, sobrancelhas bem marcadas e com um longo bigode. Veste-se com roupa preta e alguns detalhes em branco. Usa um crucifixo no peito, dando noção de tamanha religiosidade. Ele está em frente a uma enorme tela e trás em suas mãos pincel e aquarela.
O terceiro e último personagem é a figura da anã, que está à direita do quadro. Usa vestido longo e escuro com detalhes em branco. Tem cabelos castanhos, lisos e compridos. O seu rosto tem traços firmes. Apesar de já ser adulta, ela é pouco maior que a menina do centro do quadro.



Algumas sugestões sobre os papéis que estes personagens desempenham na cena:
As duas moças que rodeiam a menina, são suas damas de hora, e estão ali para servi-lá.
O homem descendo as escadas, no fundo da sala é o mordomo ou camareiro do palácio.
A anã a direita da cena, mostra como eram populares nas cortes européias para entreterem a nobreza.
A freira e o padre representam a forte influência da igreja sobre o rei e toda a sua nobreza.
A figura de um animal, como o cachorro, que na cena descansa, aos pés do menino, representando um animal de estimação que aparentava ser dócil e amigo.




sexta-feira, 30 de novembro de 2007

Reflexão


Síntese do Filme



O filme Doze Homens e uma sentença me fez refletir sobre a primeira impressão que temos de alguém ou de alguma coisa. Percebi a importância de analisarmos minuciosamente os fatos em questão, antes de tomar uma decisão, pois, num primeiro momento aquilo que parece ser certo, ou verdadeiro, quando questionado pode gerar muitas dúvidas, consequentemente novas evidências e argumentações.
Ficou salientada a importância de uma boa argumentação, pois, é através dela que podemos refletir e até modificar o nosso pensamento.
Antes de julgar alguém, ou alguma situação, devemos investigar ao máximo, abrindo espaço para novas argumentações.

domingo, 30 de setembro de 2007